##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Emílio Ladislau https://orcid.org/0000-0003-4478-4110

Sara Diogo https://orcid.org/0000-0001-7212-8626

Teresa Carvalho https://orcid.org/0000-0002-3368-3990

Resumen

O investimento na qualificação dos recursos humanos é reconhecido como fundamental para promover o desenvolvimento económico e social dos diversos países, particularmente dos que se encontram em vias de desenvolvimento. Neste sentido, é comum que os diferentes Estados financiem diretamente os seus estudantes, através de bolsas de estudo, para melhorarem as suas qualificações noutros países. O principal intuito é que regressem ao seu país, aumentando o nível de qualificações da população, retribuindo o investimento público realizado. Não obstante, verifica-se, muitas vezes, que estes graduados não voltam ao seu país, fenómeno conhecido como fuga de cérebros. Esta investigação centra-se num estudo de caso que analisa o modo como os estudantes angolanos em cursos de pós-graduação em Portugal se posicionam face ao fenómeno da fuga de cérebros. Mais especificamente, procuramos compreender que razões levaram os estudantes a vir estudar para Portugal, que desafios encontraram e que perspetivas têm em relação ao seu regresso. O estudo assenta maioritariamente numa perspetiva qualitativa, em que a técnica de recolha de dados é a entrevista semiestruturada. Foram entrevistados 52 estudantes de mestrado e doutoramento angolanos, inscritos em diferentes universidades de Portugal. A análise de conteúdo foi feita com recurso ao software webQDA. Os dados preliminares permitem-nos concluir que há tendências de fuga de cérebros em Angola, sendo diversos os motivos para o não regresso: a fragilidade dos sistemas de ensino e saúde angolanos, a desvalorização dos quadros, a ausência de oportunidade de trabalho, custo de vida muito elevado, corrupção, e ausência de meritocracia. Apesar da importância que o circunda, este fenómeno de mobilidade e fuga de cérebros angolanos, não é ainda objeto de atenção por parte de vários atores sociais e políticos que integram a sociedade angolana.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Sección
Estudios empíricos con reflexión metodológica

Cómo citar

Ladislau, E., Diogo, S., & Carvalho, T. (2025). CONTROVÉRSIA SOBRE A FUGA DE CÉREBROS EM ANGOLA – AUSÊNCIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS? New Trends in Qualitative Research, 21(1), e1219. https://doi.org/10.36367/ntqr.21.1.2025.e1219
Referencias

Araújo, E., Margarida, F., & Bento, S. (eds.) (2013). Para um debate sobre Mobilidade e Fuga de Cérebros. Braga: CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade / Universidade do Minho. Ebook disponível no LASICS: http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/120/showToc

Bardin, L. (2009). Content analysis. Issues 70, 1979. ISBN: 8562938041

Breinbauer, A. (2007). Brain Drain - Brain Circulation or ... What Else Happens or Should Happen to the Brains: Some Aspects of Qualified Person Mobility/Migration. FIW - Working Papers, (4), 33.

Connor, S. O. (2018). Problematising strategic internationalisation?: tensions and conflicts between international student recruitment and integration policy in Ireland, 16, 339–352. https://doi.org/10.1080/14767724.2017.1413979

França, T., & Padilla, B. (2017). Transnational scientific mobility. Perspectives from the North and the South.

Januário, J. (2007). Análise do Potencial de Retorno dos Quadros Qualificados Angolanos em Portugal - os exporseiros pós-independência. Universidade de Lisboa. Retrieved from http://hdl.handle.net/10400.5/16211

Ladislau, E. B. (2019). Impacte da “fuga de cérebros” no desenvolvimento de Angola - Um estudo sobre a experência e as motivações de emigrantes angolanos. Universidade do Minho. Retrieved from http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/66576/1/Emílio Baptista Ladislau.pdf

Peixoto, J. (1999). Mobilidade Internacional dos Quadros. Oeiras: Celta Editora.

Salt, J. (1997). International Movements of The Highly Skilled. Retrieved from http://www.oecd-ilibrary.org/science-and-technology/oecd-science-technology-and-innovation-outlook 2016/international-mobility-of-highly-skilled_sti_in_outlook-2016-17-en