FUTILIDADES TERAPÊUTICAS A PACIENTES COM HIV/AIDS EM FINITUDE: SABERES E VIVÊNCIAS DOS ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE
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Resumo
O prolongamento do processo de morrer de um enfermo incurável por meio de recursos artificiais e desproporcionais é compreendido como futilidade terapêutica (distanásia). O objetivo é conhecer os saberes e vivências de estudantes da área da saúde sobre o emprego de terapêuticas fúteis em pacientes com HIV/aids em finitude em um hospital de doenças infectocontagiosas. A abordagem qualitativa, com estratégia de estudo de caso único. Os participantes eram estudantes de graduação das áreas da fisioterapia, medicina e enfermagem que cumpriam estágio obrigatório no hospital-escola. O instrumento utilizado para a coleta dos dados foi uma entrevista semiestruturada. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo. Resultados: emergiram as seguintes categorias: 1) práticas que prolongam o processo de morrer: o que estudantes da área de saúde sabem sobre elas?; 2) fatores que levam ao emprego de técnicas que prolongam o processo de morrer. As categorias trazem a importância dos cuidados paliativos em sua formação, especialmente no contexto de pacientes com HIV/aids em estágio avançado. A pesquisa revela lacunas na formação dos estudantes de graduação em saúde, sobrevindo o conhecimento sobre terapêuticas inúteis durante a vivência nos cenários de práticas. A pesquisa qualitativa permitiu analisar de forma aprofundada as percepções dos estudantes sobre práticas fúteis no cuidado de pacientes com HIV/aids no final de vida, enquanto o estudo de caso destacou as nuances e complexidades do cuidado a esses pacientes. Emerge a necessidade de alertar aos estudantes sobre terapêuticas fúteis, incluindo os cuidados paliativos de final de vida, para que se consiga preencher lacunas de conhecimento, de modo a proporcionar à pessoa doente em finitude um término de vida digno.
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https://orcid.org/0009-0005-9422-3241