##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Alice Barreto Santana https://orcid.org/0000-0001-9267-2282

Aline Santa Cruz Belela Anacleto https://orcid.org/0000-0001-7949-7571

Isadora Cristina de Oliveira Yoneiama https://orcid.org/0000-0003-0797-7837

Larissa Guanaes dos Santos https://orcid.org/0000-0003-0714-1714

Edmara Bazoni Soares Maia https://orcid.org/0000-0003-2996-6936

Resumen

Em cenários de cuidados pediátricos, procedimentos dolorosos são comuns e, considerados pelas crianças como os mais estressantes. Pesquisas relacionadas à valorização da dor em crianças e neonatos enfatizam a relevância de sua avaliação e a combinação de medidas farmacológicas e não farmacológicas para o tratamento. Contudo, estudos apontam que o manejo inadequado da dor aguda relacionada a procedimentos dolorosos ainda persiste nessa população. O objetivo será verificar, na perspectiva da criança, quais estratégias ela utiliza ou considera válidas para minimizar a dor decorrente de procedimentos dolorosos. O estudo qualitativo envolveu 20 crianças escolares hospitalizadas em uma unidade de internação pediátrica de um hospital universitário de São Paulo, Brasil. A coleta de dados ocorreu por meio da técnica Draw, Tell and Write. As crianças foram convidadas a desenhar ou escrever palavras sobre quais estratégias utilizavam e/ou consideravam válidas para diminuir sua dor no momento de um procedimento doloroso. A atividade foi conduzida de forma individual, com duração média de 20 minutos e foi gravada, transcrita e analisada segundo a Análise Temática. Para as crianças existem diversas estratégias que podem ser acionadas por elas próprias ou compartilhadas com os profissionais para acalmar, confortar, distrair e minimizar a dor diante de procedimentos dolorosos. Destacam-se: o controle do próprio corpo e da respiração, a troca de palavras acolhedoras, a presença de um amigo ou de seu brinquedo preferido, o ato de segurar a mão de alguém e a distração envolvendo bons pensamentos e brincadeiras. A utilização da técnica Draw, Tell and Write mostrou-se eficaz para acessar as vozes das crianças de forma singular, interativa e sensível ao seu nível de desenvolvimento, permitindo a expressão de experiências difíceis de serem verbalizadas, mas o fazem por meio do desenho, o que atende aos princípios do Cuidado Centrado na Criança.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Sección
Estudios empíricos con reflexión metodológica

Cómo citar

Santana, A. B., Anacleto, A. S. C. B., Yoneiama, I. C. de O., Guanaes dos Santos, L., & Maia, E. B. S. (2025). ANÁLISE TEMÁTICA DE PERSPECTIVAS DE CRIANÇAS HOSPITALIZADAS SOBRE O ALÍVIO DA DOR DECORRENTE DE PROCEDIMENTOS. New Trends in Qualitative Research, 21(3), e1223. https://doi.org/10.36367/ntqr.21.3.2025.e1223
Referencias

Angell, R., & Angell, C. (2013). More than just “Snap, Crackle, and Pop” “Draw, Write, and Tell”: An innovative research method with young children. Journal of Advertising Research, 53(4), 377–390. https://doi.org/10.2501/JAR-53-4-377-390

Balda, R. C. X., & Guinsburg, R. (2018). A linguagem da dor no recém-nascido (Documento Científico do Departamento de Neonatologia). Sociedade Brasileira de Pediatria. https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/DocCient-Neonatol-Linguagem_da_Dor_atualizDEz18.pdf

Birnie, K. A., Chambers, C. T., & Spellman, C. M. (2017). Mechanisms of distraction in acute pain perception and modulation. Pain, 158(6), 1012–1013. https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000000913

Birnie, K. A., Noel, M., Chambers, C. T., Uman, L. S., & Parker, J. A. (2018). Psychological interventions for needle?related procedural pain and distress in children and adolescents. Cochrane Database of Systematic Reviews, 10(CD005179). https://doi.org/10.1002/14651858.CD005179.pub4

Braun, V., & Clarke, V. (2006). Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology, 3(2), 77–101. https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa

Bray, L., Carter, B., Ford, K., Dickinson, A., Water, T., & Blake, L. (2018). Holding children for procedures: An international survey of health professionals. Journal of Child Health Care, 22(2), 222–233. https://doi.org/10.1177/1367493517752499

Bukola, I. M., & Paula, D. (2017). The effectiveness of distraction as procedural pain management technique in pediatric oncology patients: A meta-analysis and systematic review. Journal of Pain and Symptom Management, 54(4), 589–600.e1. https://doi.org/10.1016/j.jpainsymman.2017.07.006

Carter, B., Young, S., Ford, K., & Campbell, S. (2024). The concept of child-centred care in healthcare: A scoping review. Pediatric Reports, 16(1), 114–134. https://doi.org/10.3390/pediatric16010012

Carvalho, J. A., Souza, D. M., Domingues, F., Amatuzzi, E., Pinto, M. C. M., & Rossato, L. M. (2022). Pain management in hospitalized children: A cross-sectional study. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 56, e20220008. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0008en

Claridge, A. M., & Powell, O. J. (2023). Children's experiences of stress and coping during hospitalization: A mixed-methods examination. Journal of Child Health Care, 27(4), 531–546. https://doi.org/10.1177/13674935221078060

Ramdhanie, G. G., Nurrohmah, A., Mulya, A. P., Mediani, H. S., Sumarni, N., Mulyana, A. M., & Huda, M. H. (2024). A scoping review of audiovisual distraction techniques among children in reducing invasive procedure pain. Journal of Multidisciplinary Healthcare, 17, 4363–4372. https://doi.org/10.2147/JMDH.S479107

De Santana, J. M., & Perissinotti, D. M. N. (2020). Definição de dor revisada após quatro décadas. BrJP, 3(3), 197–198. https://doi.org/10.5935/2595-0118.20200191

Dunn, P., & Conard, S. (2018). Improving health literacy in patients with chronic conditions: A call to action. International Journal of Cardiology, 273, 249–251. https://doi.org/10.1016/j.ijcard.2018.08.090

Ford, K., Campbell, S., Carter, B., & Earwaker, L. (2018). The concept of child-centered care in healthcare: A scoping review protocol. JBI Database of Systematic Reviews and Implementation Reports, 16(4), 845–851. https://doi.org/10.11124/JBISRIR-2017-003464

Geagea, D., Tyack, Z., Kimble, R., Polito, V., Ayoub, B., Terhune, D. B., & Griffin, B. (2023). Clinical hypnosis for procedural pain and distress in children: A scoping review. Pain Medicine, 24(6), 661–702. https://doi.org/10.1093/pm/pnac186

Goes, A. R. (2019). Literacia em saúde parental: Dos fundamentos às intervenções. Saúde & Tecnologia, 2, 8–12. https://doi.org/10.25758/set.2237

Guest, G., Namey, E. E., & Chen, M. (2020). A simple method to assess and report thematic saturation in qualitative research. PLOS ONE, 15(5), e0232076. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0232076

Kim, J. S. (2023). Children's experiences of intravenous injection using the draw, write, and tell method: A mixed-methods study. Journal of Pediatric Nursing, 71, 14–22. https://doi.org/10.1016/j.pedn.2023.03.005

Kleye, I., Hedén, L., Karlsson, K., Sundler, A. J., & Darcy, L. (2021). Children's individual voices are required for adequate management of fear and pain during hospital care and treatment. Scandinavian Journal of Caring Sciences, 35(2), 530–537. https://doi.org/10.1111/scs.12865

Loeffen, E.A.H., Mulder, R. L., Font-Gonzalez, A., Leroy, P. L. J. M., Dick, B. D., Taddio, A., Ljungman, G., Jibb, L. A., Tutelman, P. R., Liossi, C., Twycross, A., Positano, K., Knops, R. R., Wijnen, M., van de Wetering, M. D., Kremer, L. C. M., Dupuis, L. L., Campbell, F., & Tissing, W. J. E. (2020). Reducing pain and distress related to needle procedures in children with cancer: A clinical practice guideline. European Journal of Cancer, 131, 53–67. https://doi.org/10.1016/j.ejca.2020.02.039

Melo, G. M., Lélis, A. L. P. A., Moura, A. F., Cardoso, M. V. L. M. L., & Silva, V. M. (2014). Escalas de avaliação de dor em recém-nascidos: Revisão integrativa. Revista Paulista de Pediatria, 32(4), 395–402. https://doi.org/10.1016/j.rpped.2014.04.007

Piaget, J. (2017). A formação do símbolo na criança: Imitação, jogo e sonho, imagem e representação (4ª ed., trad. Álvaro Cabral & Christiano Monteiro Oiticica). Rio de Janeiro: LTC.

Pope, N., Tallon, M., Leslie, G., & Wilson, S. (2018). Ask me: Children's experiences of pain explored using the draw, write, and tell method. Journal for specialists in pediatric nursing: JSPN, 23(3), e12218. https://doi.org/10.1111/jspn.12218

Raja, S. N., Carr, D. B., Cohen, M., Finnerup, N. B., Flor, H., Gibson, S., Keefe, F. J., Mogil, J. S., Ringkamp, M., Sluka, K. A., Song, X. J., Stevens, B., Sullivan, M. D., Tutelman, P. R., Ushida, T., & Vader, K. (2020). The revised International Association for the Study of Pain definition of pain: Concepts, challenges, and compromises. Pain, 161(9), 1976–1982.https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000001939

Rheel, E., Malfliet, A., Van Ryckeghem, D. M. L., Pas, R., Vervoort, T., & Ickmans, K. (2022). The impact of parental presence on their children during painful medical procedures: A systematic review. Pain Medicine, 23(5), 912–933. https://doi.org/10.1093/pm/pnab264

Santos, L. G. B. dos, Pontes, T. R., Nunes, M. D. R., Silva-Rodrigues, F. M., Silva, L. F. da, & Pacheco, S. T. A. (2023). Desenhar, escrever e contar: Qualidade de vida da criança e adolescente com condição crônica. Revista Enfermagem UERJ, 31(1), e72594. https://doi.org/10.12957/reuerj.2023.72594

Sedrez, E. D. S., & Monteiro, J. K. (2020). Pain assessment in pediatrics. Revista Brasileira de Enfermagem, 73(Suppl 4), e20190109. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0109

Short, S., Pace, G., & Birnbaum, C. (2017). Nonpharmacologic techniques to assist in pediatric pain management. Clinical Pediatric Emergency Medicine, 18(4), 256–260. https://doi.org/10.1016/j.cpem.2017.09.006

Souza, D. M., Lestinge, G. S., Carvalho, J. A., & Rossato, L. M. (2024). Pain management in hospitalized children: Unveiling barriers from the nursing perspective. Revista Gaúcha de Enfermagem, 45, e20230151. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2024.20230151.en

Souza, V. R., Marziale, M. H., Silva, G. T., & Nascimento, P. L. (2021). Translation and validation into Brazilian Portuguese and assessment of the COREQ checklist. Acta Paulista de Enfermagem, 34, eAPE02631.