O papel das emoções na inclusão laboral de pessoas com deficiência
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
A inclusão laboral de pessoas com deficiência (PcD´s) é um dos pontos mais importantes para a sua inclusão na sociedade. Apesar da constante evolução na legislação, as pessoas com deficiência ainda não têm o mesmo acesso às oportunidades de trabalho que os seus colegas sem deficiência. É premente combater o estigma relacionado a esta população. Nesse sentido, este estudo contribuiu para o aprofundamento do conhecimento que as pessoas com deficiência (PcD´s) têm sobre as suas emoções no local de trabalho, bem como do seu processo de inclusão, trazendo sugestões de melhoria sobre esta questão social tão pertinente. Foram definidos os seguintes objetivos específicos: conhecer o grau de consciência que os trabalhadores com deficiência têm das suas emoções nas interações diárias no seu local de trabalho e, verificar em que medida a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência melhorou o processo de inclusão. Neste estudo, optou-se pela pesquisa qualitativa, com recurso à entrevista semiestruturada. A amostra foi constituída por 50 trabalhadores com deficiência, funcionários do Grupo Auchan Portugal. Os resultados mostraram que as PcD´s reconhecem as suas emoções quando interagem com os seus colegas de trabalho. No entanto, a maioria destas pessoas disfarça o desconforto sentido, não comunicando de forma clara que emoções sentiu. Além disso, verificou-se que, apesar da maioria das PcD´s se sentir incluída, sugere uma maior sensibilidade da entidade empregadora, trabalho adaptado à pessoa e à sua deficiência e mais acessibilidades no local de trabalho.
Downloads
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##
Como Citar

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.
openAccess
openAccess
Alkozei, A., Smith, R., Demers, L., & Weber, M. (2018). Increases in Emotional Intelligence After an Online Training Program Are Associated With Better Decision-Making on the Iowa Gambling Task. Psychological Reports, 122(1). https://doi.org/10.1177/0033294118771705
Arándiga A. (2009). La inteligência emocional de los padres y de los hijos. Ediciones Pirámide.
Bringer, J., Johnston, L., & Brackenridge, C.(2004). Maximising transparency in a doctoral thesis: The complexities of writing about the use of QSR*NVIVO within a grounded theory study. Qualitative Research, 4, 247–265. https://doi.org/10.1177/1468794104044434.
Carreras, S., & Moreno, W. (2011). Perspectivas de la experiencia gerencial hacia empleados con discapacidad intelectual. Cuaderno de Investigación, 26, 183-199.
Coutinho, B., França, I., Coura, A., Medeiros, K., & Aragão, J. (2017).Qualidade de vida no trabalho de pessoas com deficiência física. Trabalho, Educação e Saúde, 15(2), 561-573.https://doi.org/10.1590/1981-7746-sol00061
Felizardo, P., Stela Ronchi, F., Robaina, G., & Paiva, E. (2016). Inclusão de pessoas com deficiência nas organizações e impacto no clima organizacional (CO). Revista FAE, 1, 159-176.
Gonçalves, J. (coord) & Nogueira, J. (2012). O Emprego das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade – Uma abordagem pela igualdade de oportunidades.
MSSS – Gabinete de estratégia e planeamento.http://www.cartasocial.pt/pdf/emprego_pdi.pdf.
Johnston, L. H. (2006). Software and method: Reflections on teaching and using QSRNVivo in doctoral research. International Journal of Social Research Methodology, 9, 379–391.
Lieketseng, N. & Lorenzo, T. (2016). Enhancing the Public Sector’s Capacity for Inclusive Economic Participation of Disabled Youth in Rural Communities. African Journal of Disability, 5(1), 189. https://doi.org/10.4102/ajod.v5i1.189.
Lindsay, S., McPherson, A., & Maxwell, J. (2017). Perspectives of School-Work Transitions among Youth with Spina Bifida, Their Parents and Health Care Providers. Disability and Rehabilitation, 39, 641–652. https://doi.org/10.3109/09638288.2016.1153161
Lorenzo, S., & Silva, N. (2020). Dificuldades para contratação de pessoas com deficiência nas empresas. Revista Laborativa, 9(1), 46-69.
Naderi, A. N. (2012). Teachers: emotional intelligence, job satisfaction, and organizational commitment. Journal of workplace Learning, 24(4), 256-269.
Naseem, K. (2018). Job Stress, happiness and life satisfaction: the moderating role of emotional intelligence empirical study in telecommunication sector pakistan. Journal of Social Sciences and Humanity Studies, 4(1), 7-14.
Pinheiro, L. & Dellatorre, R. (2015). Desafios da Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho: Um Estudo sobre a Percepção dos Envolvidos. Perspectiva, Erechim, 39(148), 95-109. https://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/148_537.p