##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Angela Canuto

Lucas Monteiro

Beatriz Braga

Rodrigo de Melo

Julia de Sá

Lorenna Monteiro

Cecilia Barbosa

Resumo

Introdução Grupos Focais (GF) são ferramentas essenciais, na pesquisa qualitativa, para a coleta de dados subjetivos, como opiniões e experiências sobre determinados temas, podendo ocorrer tanto presencial quanto virtualmente. Em tempos de impossibilidade de realização das discussões presenciais, sua realização online é uma alternativa valiosa, porém ainda recente. Dessa forma, este artigo busca a comparação entre as duas vertentes metodológicas, observando por diferenças relevantes entre ambas. Objetivos: Analisar os pontos positivos e limitações de cada vertente de grupo focal, através da comparação entre os resultados de transcrições processadas no software Iramuteq e entre a experiência empírica dos autores com as modalidades de grupos focais. Métodos: Realização de grupos focais presenciais e virtuais, pelo Google Meet, com posterior análise e comparação de dados coletados de Grupos Focais realizados presencial e virtualmente, a partir de extensa revisão bibliográfica do tema, corpus textuais de oito grupos focais  realizados em anos distintos da graduação, e nuvens de palavras, análises lexicográficas e de similitude geradas pelo software IRAMUTEQ, assim como comparação das experiências dos pesquisadores observadores com as duas vertentes de metodologia. Resultados: Através da análise lexicográfica dos grupos focais, bem como das ferramentas gráficas, pode-se observar uma mudança positiva em relação aos grupos focais do ano 02, em relação ao ano 01, em três dos quatro GF estudados. Discussão: É possível coletar dados sensíveis de diversas temáticas por ambas as modalidades de GF, seja virtual ou presencialmente, respeitando as técnicas e características da ferramenta de discussão. Existem grupos que naturalmente se sentem mais à vontade respondendo questionários pessoalmente, enquanto outros grupos evoluem melhor e mais confortavelmente através de discussões online. Conclusões: O uso de Grupos Focais virtuais é bastante prático para pesquisadores e participantes, desde que seja da forma mais verossímil possível com um GF presencial.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Seção
Estudos Empíricos com Reflexão Metodológica

Como Citar

Angela Canuto, Lucas Monteiro, Beatriz Braga, Rodrigo de Melo, Julia de Sá, Lorenna Monteiro, & Cecilia Barbosa. (2021). Paralelo qualitativo entre grupos focais presenciais e virtuais: Limitações e potencialidades vistas a partir do Iramuteq . New Trends in Qualitative Research, 7, 128-144. https://doi.org/10.36367/ntqr.7.2021.128-144
Referências

BITTENCOURT, Renato Nunes. Ensino Remoto e extenuação docente. Revista Espaço Acadêmico, v. 20, n. 227, p. 165-175, 2021.

Camargo BV & Justo AM (2018). Tutorial de uso do Software IRAMUTEQ, Recuperado em 03 março de 2021, de http://www.iramuteq.org

Dall’Agnol CM, Magalhães AMM de, Mano GC de M, Olschowsky A, Silva FP da. A noção de tarefa nos grupos focais. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2012;33(1):186–90.

Gatti AL, Witter C, Gil CA, Vitorino S dos S. Pesquisa qualitativa: grupo focal e intervenções psicológicas com idosos. Psicologia: ciência e profissão. 2015;35(1):20–39.

Loubère L. & Ratinaud P. (2014). Documentation IraMuTeQ 0.6 alpha 3 - version 0.1 [Computer software]. Recuperado em 19 fevereiro de 2014, de http://www.iramuteq.org

Martínez MG, González LS. Contribución de la técnica del grupo focal al acercamiento a la percepción estudiantil sobre accesibilidad en el entorno universitario. Revista Actualidades Investigativas en Educación. 2015;15(1):1–16.

Nóbrega DO, Andrade E dos RG, Melo ES do N. Pesquisa com grupo focal: contribuições ao estudo das representações sociais. Psicologia & Sociedade. 2016;28(3):433–41.

Prates LA, Ceccon FG, Alves CN, Wilhelm LA, Demori CC, Silva SC da, et al. A utilização da técnica de grupo focal: um estudo com mulheres quilombolas. Cadernos de Saúde Pública. 2015; 31:2483–92.

Souza MAR, Wall ML, Thuler ACMC, Lowen IMV, & Peres AM (2018). O uso do software IRAMUTEQ na análise de dados em pesquisas qualitativas. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 52(03353).

Woodyatt CR, Finneran CA, Stephenson R. In-person versus online focus group discussions: A comparative analysis of data quality. Qualitative health research. 2016;26(6):741–9.