##plugins.themes.bootstrap3.article.main##

Fátima Regina Ney Matos https://orcid.org/0000-0002-2331-9335

Bruno Manuel Dionísio Cordeiro https://orcid.org/0000-0001-6643-3624

Isadora Ney Matos de Albuquerque https://orcid.org/0000-0002-4495-5066

Resumo

A falta de harmonia entre as esferas da vida familiar e do trabalho pode gerar problemas no indivíduo, na família e na empresa, sendo fundamental repensar as formas de organização do trabalho. Assim, o objetivo foi compreender como a dupla jornada impacta em aspetos da vida cotidiana de mulheres que trabalham em bancos privados em Luanda, como os problemas da duração da jornada, de mobilidade urbana e do respeito à legislação, que foram, então, estabelecidos como categorias a priori. O desequilíbrio relacionado a dupla jornada pode gerar dois tipos de conflito: interferência do trabalho na família ou da família no trabalho.  Nessa investigação foi privilegiado o aspeto da interferência do trabalho na vida familiar. Assente numa abordagem qualitativa, foi feita uma pesquisa básica, pois apenas buscou-se descobrir e entender um fenômeno, um processo ou uma perspetiva e visões de mundo de pessoas envolvidas. Participaram do estudo 10 mulheres que trabalham no sistema bancário privado, em Luanda. Como técnica de colheita, foram realizadas entrevistas semiestruturadas que tiveram duração aproximada de 30 a 40 minutos. Todas as entrevistas foram gravadas com a anuência das entrevistadas.  Os dados foram tratados por meio de análise de conteúdo, com categorias estabelecidas a priori. Os resultados mostraram que são comuns as horas extras sem qualquer recompensa. Dimensões como a duração da jornada, a mobilidade urbana e o respeito à legislação nem sempre são observados. Pode-se concluir que a dupla jornada impacta negativamente em aspetos da vida cotidiana de mulheres que trabalham em bancos privados em Luanda.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

##plugins.themes.bootstrap3.article.details##

Seção
Estudos Empíricos com Reflexão Metodológica

Como Citar

Ney Matos, F. R., Cordeiro, B. M. D., & Matos de Albuquerque, I. N. (2025). WORK LIFE BALANCE: ESTUDO QUALITATIVO NO SECTOR BANCÁRIO EM LUANDA. New Trends in Qualitative Research, 21(4), e1253. https://doi.org/10.36367/ntqr.21.4.2025.e1253
Referências

Abarca, N. & Masuda, A. (2016). Flexible Work Arrangements Availability and their Relationship with Work-to-Family Conflict, Job Satisfaction, and Turnover Intentions: A Comparison of Three Country Clusters. Applied Psychology: An International Review, v.61, n.1, p. 1–29. DOI: 10.1111/j.1464-0597.2011.00453.x

Allen, T. (2001). Family-supportive work environments: The role of organizational perceptions. Journal of Vocational Behavior, v. 58, p. 414-435. DOI:10.1006/jvbe.2000.1774

Amnesty International USA (2008) Annual Report for Angola (http://www.amnestyusa.org/annualreport.php?id=ar&yr=2008&c=AGO)

Andrade, C. (2011). Work-Life Balance: Condições de trabalho facilitadoras da integração do papel profissional e familiar. Revista Exedra, Número Temático Comunicação nas Organizações, p. 41-53.

researchgate.net/publication/235430694_Andrade_C_2011_Work-Life_Balance_Condicoes_de_trabalho_facilitadoras_da_integracao_do_papel_profissional_e_familiar_Revista_Exedra_Numero_Tematico_Comunicacao_nas_Organizacoes_41-53

Aryee, S.; Srinivas, E. & Tan, H. (2005). Rhythms of Life: Antecedents and Outcomes of Work-Family balance in employed parents. Journal of Applied Psychology, v. 90, n.1, p. 132-146. DOI: 10.1037/0021-9010.90.1.132

Bardin, L. (2016). Análise de Conteúdo. Edições 70.

Barnett, R. (1998). Toward a review and reconceptualization of the work/family literature. Genetic, Social, and General Psychology Monographs, v. 124, p. 125-182. https://www.researchgate.net/publication/279891417_Toward_a_Review_and_Reconceptualization_of_the_WorkFamily_Literature

Bunge, M. (1972) Teoria y realidade. Ariel.

Chiang Veja, M.; Cabezam F,C.; & Cerda, M.J. (2024). Análisis comparativo de los niveles de estrés laboral, satisfacción laboral y conciliación trabajo-familia entre los funcionarios de dos instituciones públicas. Revista Academia & Negocios – RAN, v. 10(1), p. 53-67 -DOI:29.393/RAN10-4ACMM30004

Chinchilla, N., M. Las Heras & E. Torres (2010). Work-Family Balance: A Global Challenge. In N. Chinchilla, , M. Las Heras, & A.D.Masuda, (editoras). Balancing Work and Family. , HRD Press, p. 7-22. chrome- extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://downloads.hrdpressonline.com/files/2820091222071039.pdf

Chizzotti, A. (2006). Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. Vozes.

Clark, S. (2000). Work/family border theory: A new theory of work/family balance. Human Relations, v. 53, n. 6, p. 747-770. DOI: 10.1177/0018726700536001

Coimbra, S., Andrade, C., & Fontaine, A.-M. (2001). Balancing family and work rules: expectations of portuguese university students. Universidade do Porto.

Creswell, J. W., & Creswell, J. D. (2018). Research design: Qualitative, quantitative, and mixed methods approache. SAGE Publications, Inc.

Dallimore, E. & Mickel, A. (2006). Quality of life: Obstacles, advice, and employer assistance. Human Relations, v.59, n.1, p. 61-103.

DaMatta, R. (2000). A Casa & a Rua. Rocco.

Dey, I. (1993). Qualitative Data Analysis. Routledge.

Dias, R.A.C. (2020). Work-life blend: desafios para a Gestão de Recursos humanos. Dissertação apresentada ao Instituto Politécnico do Porto.

Filipe, P. & Andrade, F. (2021). Equidade de Género e Políticas Públicas – Angola é com mulheres e homens. Mosaiko Instituto para a Cidadania e FEC (Fundação Fé e Cooperação).

Gil, A. C. (1999). Métodos e técnicas de pesquisa social. Atlas.

Government of Angola (2000). Lei geral do Trabalho. Disponível em (http://www.casadeangola.com.pt/coimbra/legis/lei%20geral%20do%20trabalho%2 0de%20angola.pdf)

Grover, S.L. & Crooker, K.J. (1995). Who appreciates family-responsive human resource policies: the family-friendly policies on the organizational attachment of parents and non-parents. Personnel Psychology, n. 48, p. 271-286.

Guerreiro, M. D., Lourenço, V., & Pereira, I. (2006). Boas Práticas de Conciliação entre Vida Profissional e Vida Familiar. Lisboa: CITE - Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

Guerreiro, M.D. (2009). Changing contexts enduring roles? Working parents in Portuguese public and private sector organisations. In S. Lewis, J. Branner & A. Nielsen (2009). Work, Families and Organisations in Transitions European Perspectives. The Policy Press, p. 149-166. DOI:

1332/policypress/9781847422200.003.0010

Hochschild, A. & Machung, A. (2012). The second shift: working families and the revolution at home. : Penguin Books, 352 p.

Lingard, H., K. Brown, L. Bradley, C. Bailey & K. Townsend (2007). Improving Employees’ Work-Life Balance in the Construction Industry: Project Alliance Case Study. Journal of Construction Engineeringand Management, p. 807-815. DOI: 10.1061/(ASCE)0733-9364(2007)133:10(807)

Marques, F. (2016). Os impactos do investimento. Revista Pesquisa FAPESP, n. 246, p. 16-23. https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactos-do-investimento/

Matos, M. I. (2009). História das Mulheres e Gênero: usos e perspectivas. In: H. P. Melo, l (Org). Olhares Feministas. Ministério da Educação: UNESCO https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000183200

Mauno, S., Kinnunen, U., & Pyykkö, M. (2005). O conflito trabalho-família media a relação entre a cultura trabalho-família e o sofrimento autorrelatado? Evidências de cinco organizações finlandesas. Journal of Occupational and Organizational Psychology, v. 78, n. 4, p. 509–530. https://doi.org/10.1348/096317905X37082

Mays, N., & Pope, C. (1995). Pesquisa qualitativa: rigor e pesquisa qualitativa. Bmj , 311 (6997), p. 109-112. DOI:10.1136/bmj.311.6997.109

Medeiros, E. A.; Varela, S. B. L.; Nunes, J. B. C. (2017). Abordagem qualitativa: estudo na pós-graduação em educação da Universidade Estadual do Ceará (2004 - 2014). Holos, v. 2, p. 174-189. DOI: 10.15628/holos.2017.4457

Merriam, S. (1998). Qualitative research and case study applications in education. : Jossey-Bass.

Mitchelson, J. (2009). Seeking the perfect balance: Perfectionism and work-family conflict. Journal of Occupational and Organizational Psychology, 82, 349-67.

Negócios de Angola (2023). Disponível em https://www.negociosdeangola.com/cerca-de-48-dos-trabalhadores-do-sector-financeiro-sao-mulheres-maior-parte-esta-na-banca/

Nogueira, C. (2004). A feminização no mundo do trabalho. Autores Associados O’Driscoll, M., Brough, P. & Kalliath, T. Work-family conflict and facilitation. In Work-life Balance. A Psychological Perspective (F. Jones, R.J. Burke & M. Westman eds), Psychology Press, Hove, East Sussex, p. 117–142.

O'Brien, T. & Hayden, H. (2008). Práticas de trabalho flexíveis e o setor de LIS: equilibrando as necessidades do trabalho e da vida?, Library Management , v. 29, n. 3, p. 199-228. https://doi.org/10.1108/01435120810855322

Organização Internacional do Trabalho (OIT). (2018). Iniciativa Mulheres no Trabalho: o impulso para a igualdade. Disponível em https://www.ilo.org/pt-pt/resource/conference-paper/ilc/107/iniciativa-mulheres-no-trabalho-o-impulso-para-igualdade

Ribeiro, M. R. D. (2011). Gênero e Colonialidade. Sankofa Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana. São Paulo, n.4, v.8, p. 53-59. Disponível em https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.2011.88811

Senge, P. (1993). A quinta disciplina: arte, teoria e prática da organização da aprendizagem. Best Seller.

Singh, S. (2013). Work-life balance: A literature review. Global Journal of Commerce and Management Perspective, v. 2, n. 3, p. 84-89. https://www.scirp.org/reference/referencespapers?referenceid=3787015

Teixeira, O.M.J. (2014). Mobilidade e acessibilidade urbana – estudo de caso no município de Viana. Dissertação de Mestrado, Instituto Superior de Educação e Ciências – ISEC, Lisboa.

Teles, P. (2005). Desenhar cidades com mobilidades para todos. Territórios (sociais) da mobilidade um desafio para a área metropolitana do porto: Porto

Valle, P. R. D., & Ferreira, J. de L. (2024). Análise de conteúdo na perspectiva de bardin: contribuições e limitações para a pesquisa qualitativa em educação. SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7697

Voydanoff, P. (2005). Toward a Conceptualization of Perceived Work-Family Fit and Balance: A Demands and Resources Approach. Journal of Marriage and Family, v. 6