VIVÊNCIAS DE UNIVERSITÁRIOS DE ENFERMAGEM E MEDICINA SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA
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Resumen
Com o aumento da expectativa de vida e a redução da taxa de natalidade, no Brasil, assim como no mundo todo, tem ocorrido um intenso processo de envelhecimento da população, sendo que as pessoas idosas são consideradas mais vulneráveis, devido a diminuição da autonomia, por ficarem expostas a mais fatores de risco, conflitos sociais, familiares e a violência. Sendo assim, a violência contra a pessoa idosa trata-se de um importante problema de saúde pública e carece de intervenções dos profissionais da saúde, os quais devem receber formação para tal abordagem. Objetivo: Interpretar as vivências de jovens universitários dos cursos de enfermagem e medicina, de uma instituição brasileira do interior paulista, sobre a violência contra pessoa idosa. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou a Teoria Fundamentada nos Dados e como técnica de coleta de dados, entrevistas semiestruturadas com oito estudantes dos cursos de enfermagem e de medicina de uma instituição do interior do estado de São Paulo. Realizou-se análise dos dados no software NVIVO, seguindo as etapas propostas pelo referencial escolhido. Resultados e discussão: Os entrevistados percebem que a violência contra a pessoa idosa tem pouca visibilidade, relataram aproximações com a temática, além de citarem os tipos de violência que a pessoa idosa pode sofrer. Reconheceram as necessidades de saúde da pessoa idosa relacionando com a integralidade do cuidado, interligando com pensamentos sobre o envelhecimento como uma causa natural e propondo intervenções para diminuição deste agravo. Finalizando, expuseram suas ações caso vivenciem uma situação de violência e a possibilidade do tema violência contra a pessoa idosa ser introduzido na grade curricular formal. Conclusão: Evidenciou a pouca visibilidade da pessoa idosa, bem como a necessidade de ações e intervenções educativas para o reconhecimento deste agravo, sendo um passo possível e viável.
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