PESQUISA NARRATIVA (AUTO)BIOGRÁFICA COM MULHERES IDOSAS FEMINISTAS DO BRASIL
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumen
A pesquisa qualitativa com mulheres idosas militantes feministas é uma contribuição importante para a compreensão da historicidade da luta feminista e da realidade dessas mulheres. Seus resultados são relevantes não apenas para a academia, mas também para a sociedade como um todo, pois possibilitam a reflexão sobre as desigualdades sociais e a importância da luta pela igualdade de direitos para todas as mulheres. Dessa forma, essa escrita se refere a uma pesquisa realizada com mulheres ativistas feministas em uma cidade do sul do Brasil, compreendendo essas mulheres como precursoras no fortalecimento poli?tico e democra?tico da luta por direitos das mulheres, em suas ac?o?es locais. As mulheres participantes são reconhecidas como protagonistas na construção do movimento feminista na cidade. A proposta da pesquisa narrativa (auto)biográfica foi a ferramenta metodológica adotada. Os resultados possibilitaram uma compreensão histórica do processo de construção do movimento feminista na cidade e região, a partir da construção de uma memória coletiva do movimento social. Os dados obtidos apontaram por uma semelhança do contexto local com o nacional, onde a luta contra a ditadura foi a pauta comum onde o movimento feminista surgiu. Mas também foi possível perceber especificidades locais que muito influenciaram na construção e consolidação do movimento social na cidade. Conclui-se que as narrativas (auto)biográficas foram uma oportunidade valiosa para conhecer a vivência e a luta dessas mulheres e para entender a importância da luta feminista para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Suas histórias são um testemunho da força e da coragem de mulheres e servem como inspiração para a continuidade do movimento.
Descargas
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##
Cómo citar

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
openAccess
openAccess
Abrahão, M. H. M. B. (2003). Memória, narrativas e pesquisa autobiográfica. História da Educação, 14, 79-93.
Akotirene, C. (2018). O que é interseccionalidade. Belo Horizonte: Letramento.
Collins, P. H. (2015). Em direção a uma nova visão: raça, classe e gênero como categorias de análise e conexão. In: Moreno, R. (org.). Reflexões e práticas de transformação feminista. São Paulo: SOF. 13-42.
Crenshaw, K. (2002). Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, Brasil, v.10, n.1. 171-188.
Delory-Momberger, C. (2012). A condição biográfica: ensaios sobre a narrativa de si na modernidade avançada. Natal: EDUFRN.
Ferrarotti, F. (2014). História e histórias de vida: o método biográfico nas ciências sociais. Natal: EDUFRN.
Hirata, H.; Kergoat, D. (2020). Atualidade da divisa?o sexual e centralidade do trabalho das mulheres. Poli?tica & Trabalho: Revista de Cie?ncias Sociais, no 53, jun./dez., 22-34.
Hypolito, A. M. (2020). Trabalho docente, classe social e relac?o?es de ge?nero. 2. ed. Sa?o Leopoldo: Oikos.
Jodelet, D. (1984). Representação social: fenômeno, conceito e teoria. In: Moscovici, S. (ed.). Psicologia social. Paris: Press Universitaires de France.
Josso, M.C. (2004). Experie?ncias de vida e formac?a?o. Sa?o Paulo: Cortez.
Jovchelovitch, S.; Bauer, M. W. (2002). Entrevista narrativa. In: Bauer, M. W.; Gaskell, G. (eds.). Pesquisa qualitativa com texto: imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes. 90-113.
Kergoat, D. (2003). Divisão sexual do trabalho e relações sociais de sexo. In: Emílio, M.; et al (orgs.). Trabalho e cidadania ativa para as mulheres: desafios para as políticas públicas. São Paulo: Coordenadoria Especial da Mulher. 55-63.
Motta, A. B. (2012). Elas comec?am a aparecer. In: PINSKY, Carla; PEDRO, Joana (orgs.). Nova histo?ria das mulheres no Brasil. Sa?o Paulo: Contexto. 84-104.
Pinto, C. R. J. (2003). Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Perseu Abramo.
Teles, M. A. A. (2017). Breve história do feminismo no Brasil e outros ensaios. São Paulo: Alameda.
Vargas, F. (2017). O Observatório Social do Trabalho (UFPel) e as Transformações dos Mercados Locais de Trabalho: Abordagens Analíticas, Limites e Desafios. In: Dieese. (Org.). Caderno do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho. 1ed.São Paulo: Dieese, v. 2, 67-81.
https://orcid.org/0000-0002-4727-2623